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Parece que andam a gozar com o pagode...


Textos e Fotos: Carlos Morgadinho
Adiaspora.com

É o que penso, e digo, no que concerne aos discursos, e promessas, e os ditos por não ditos e os que são alterados sem darem cavaco (e talvez também ao Cavaco) à nação por muitos dos nossos governantes de lá, do nosso Portugal. Se a memória não me atraiçoa foi no encerramento do debate do Orçamento de Estado para 2012, na Assembleia da República, aprovado pelo Parlamento com algumas alterações, onde o presente Ministro de Estado e das Finanças, o senhor Víctor (não sei se é com ou sem “C” mas que para aqui não interessa muito) Gaspar, que afirmou não estar previsto os cortes dos subsídios de natal e de férias aos reformados ou assistência social.

O que me aborrece deveras foi o atrás referido governante, em Novembro do ano findo, que reiterou que “quase 90% dos pensionistas do regime geral da segurança social serão poupados a qualquer corte no subsídio de Natal ou de férias”. A realidade é outra, infelizmente, e pelo que constatei ser muito diferente dessas declarações quando me desloquei a Portugal há poucas semanas. Verifiquei nos locais onde passei então que muitos reformados estão vivendo com pouco mais de 200 euros por mês, outros com 300 e tais, e para agravar-lhes a situação foi-lhes simplesmente cortado o subsídio de Natal no fim de 2011 e agora são os relacionados com as férias anuais.

Pergunto. Andamos a brincar? Ou será que os nossos Ministros já não governam, mas sim, são governados por remoto controlo de Bruxelas, Berlim ou quiçá pela tão falada, e abelhuda também, Troika?

Cá de política, confesso, percebo muito pouco. E, do nosso Portugal, infelizmente, ainda menos! Talvez, devido, eu estar afastado demasiado tempo e distância (sete mil quilómetros), desconhecer parte dessas quezílias políticas! Mas não necessito, julgo eu, de tirar nenhum "Mestrado" às famosas Universidades, nomeadamente às "Independentes" e muito menos às "Lusófonas", para conseguir obter um diploma, nem que seja daqueles passado ao domingo para analisar, detalhadamente, o que está a ser feito com faculdade de orientação, para o bem de todos os cidadãos, ao invés testemunhar - impávido e sereno - ao "afundar" do “barco”, com sua tripulação e passageiros, havendo apenas na mente dos timoneiros, salvar os bens materiais, e carga, que é de outrem.

As taxas moderadoras nos serviços de saúde bem como a aquisição medicamentosa, pelo que tive ocasião de observar, tem-se vindo a agravar e é vermos a equação dos reformados e idosos que têm pela frente – o de comer e não comprar os medicamentos -  que os encaminhará, a breve trecho, para os hospitais ou, derradeiramente, para os cemitérios. Se em vez, disso, decidirem comprar os tão necessitados medicamentos para o alívio das suas patologias que os afligem...não comem, ou alimentam-se mal, aí seguem o mesmo curso anterior pois vão estagiar, queiram ou não, para o hospital ou para o cemitério.

Agora não me digam que isto é falar “barato”. Uma ova! Andamos é a ouvir constantemente as histórias do Ali Babá…

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